terça-feira, 20 de maio de 2008

O Relato do Dilúvio em Outras Culturas anteriores ao CRISTIANISMO

DILÚVIO CUJA FONTE É.....
O Relato do Dilúvio em Outras Culturas

Suméria: Um deus chamado Enlil anuncia ao povo que deuses pretendem destruir a humanidade, mas que ele tenciona salvá-los. O herói desta história é Ziusudra, o rei devoto da cidade de Sippur. O deus Enlil diz a Ziusudra o que fazer para se salvar do Dilúvio. O texto relacionado com a construção da embarcação não está presente, mas o facto da existência de semelhante parte é revelado nas partes onde é relatado o salvamento de Ziusudra. Confiando na versão Babilónica do Dilúvio, pode-se chegar a conclusão de que na versão Suméria completa do evento, deveriam existir muitos mais detalhes explicativos do motivo do Dilúvio e da construção da embarcação.

Babilónia: Ut-Napishtim é o correspondente Babilónio do herói Sumério do Dilúvio, Ziusudra. Outro personagem importante é Gilgamesh. Segundo a lenda, Gilgamesh decide procurar os seus antepassados para junto deles encontrar o segredo da imortalidade. É avisado dos perigos e dificuldades de tal jornada. É-lhe dito que a viagem que vai iniciar fá-lo-á passar por cima das “Montanhas Mashu e das águas da morte”; e que semelhante périplo até então só tinha sido concluído pelo (deus-Sol) deus Shamash. Todavia Gilgamesh enfrenta todos os perigos da viagem e consegue alcançar Ut-Napishtim.

O texto encontra-se cortado na parte em que se relata o encontro entre Gilgamesh e Ut-Napishtim; e quando se regressa à parte legível, Ut-Napishtim está prestes a partilhar com Gilgamesh que “os deuses reservam para si o segredo da morte e da vida” (que não o davam as pessoas). Perante isto, Gilgamesh pergunta a Ut-Napishtem como foi que este adquiriu a imortalidade; e Ut-Napishtim relata-lhe a história do dilúvio que também é mencionado nas famosas “doze tábuas” do épico de Gilgamesh.
Ut-Napishtim inicia o seu relato pela afirmação de que a história que vai contar a Gilgamesh é “algo secreto, um segredo divino”. Ele conta que provém da cidade de Shuruppak, a mais antiga das cidades da terra de Akkad. Segundo a sua descrição, o deus “Ea” tê-lo-á contactado através das paredes de um abrigo feito de canas e declarou-lhe que os deuses tinham decretado que todas as formas de vida seriam destruídas por um dilúvio; mas a razão para a sua decisão não é explicada no Dilúvio Babilónio, assim como no Sumério. Ut-Napishtim diz que “Ea” lhe sugeriu que construisse uma embarcação onde reunisse todas as “sementes de seres vivos”. Ele informa-o do tamanho e forma da embarcação; segundo isto, a largura, comprimento e altura da embarcação são iguais entre si. A tempestade tudo devasta ao longo de seis dias e seis noites. No sétimo dia acalma. Ut-Napishtim verifica que no exterior, tudo estava “transformado em lama pegajosa”. A embarcação está assente no Monte Nisir.

De acordo com os registos Sumérios e Babilónios, Xisuthros ou Khasisatra é salvo do Dilúvio por uma embarcação com 925 metros de comprimento, juntamente com a sua família, amigos, pássaros e alguns outros animais. Diz-se que “as águas estendiam-se aos céus, os oceanos cobriam as costas e os rios transbordavam dos seus leitos”. A embarcação fica então assente na montanha Corydae.

Segundo os registos Assírio-Babilónios, Ubar-Tutu ou Khasisatra é salvo conjuntamente com a sua família, criados, bandos e animais selvagens, por uma embarcação de 600 cúbitos de comprimento por 60 cúbitos de altura e largura. O Dilúvio dura 6 dias e 6 noites. Quando a embarcação assenta no Monte de Nizar, a pomba que foi solta regressa mas o corvo não.

Segundo alguns registos Sumérios, Assírios e Babilónios, Ut-Napishtim e sua família sobrevivem ao Dilúvio que dura 6 dias e 6 noites. É dito: “No sétimo dia Ut-Napishtim olhou para fora. Tudo estava silencioso. O homem tinha-se novamente transformado em barro”.
Quando a embarcação assente no Monte Nizar, Ut-Napishtim liberta um pombo, um corvo e um pardal. O corvo permanece para se banquetear com os cadáveres, mas os outros dois pássaros não regressam.

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