quarta-feira, 9 de abril de 2008

O “Utilitarismo” E Peter Singer

O “Utilitarismo” E Peter Singer

Releio actualmente o “Ética Prática” do Peter Singer. Um livro excelente e
extremamente útil nesta época desregulada e os onde os valores morais estão
em decadência. Singer é uma das figuras mais conhecidas da corrente “Utilitarista”
. É uma releitura (como têm sido a maioria das minhas leituras recentes), mas uma
releitura sempre útil para limpar a mente do telelixo que sempre vai entrando…O
“Utilitarismo” é uma corrente que defende que a Ética, a ciência que permite
distinguir o Bem do Mal assenta na permissa que de uma acção é Boa se provoca
a felicidade e é Má se causa o sofrimento. A permissa radica na existência de
opções ou acções alternativas. Extrapolando, isso significa que não existe
Bem ou Mal se não existem acções alternativas, isto é, se alguém fôr confrontado
perante uma situação que não lhe deixe alternativas de acção (o chamado “entre a
espada e a parede”) não lhe pode ser imputada a responsabilidade de agir Bem ou
Mal, porque essa distinção assenta na existência de escolha.
Do “Utilitarismo” resulta também a essência da Educação: neste caso será a
capacidade de induzirmos nas crianças a criação de opções alternativas perante as
situações que a vida lhes irá apresentar. A Educação teria assim a missão de
permitir a descoberta de alternativas onde a vida parece negá-las, alternativas
essas que seriam descobertas por intermédio da Cultura, da Inteligência e da
Imaginação, colocadas desta forma no mesmo pé e contribuindo em igual medida para
fazer seres humanos melhores e mais éticos.
Em Filosofia, o utilitarismo é uma doutrina ética que prescreve a ação
(ou inação) de forma a otimizar o bem-estar do conjunto dos seres senciente.
O utilitarismo é então uma forma de consequencialismo, ou seja, ele avalia
uma ação (ou regra) unicamente em função de suas conseqüências.

Filosoficamente, pode-se resumir a doutrina utilitarista pela frase:
“Agir sempre de forma a produzir a maior quantidade de bem-estar”

(princípio do bem-estar máximo). Ela se define então como uma moral
eudemonista, mas que ao contrário do egoísmo, insiste no fato de que devemos
considerar o bem-estar de todos e não o bem estar de uma única pessoa.
Antes de quaisquer outros, foram Jeremy Bentham (1748-1832) e John Stuart Mill
(1806-1873) que sistematizaram o princípio da utilidade, e conseguiram aplicá-lo
às questões concretas – sistema político, legislação, Justiça, política
econômica,
liberdade sexual, emancipação das mulheres, etc.
Em Economia, o utilitarismo pode ser entendido como um princípio ético no qual
o que determina se uma decisão ou ação é correta, é o benefício intrínseco
exercido à coletividade , ou seja, quanto maior o benefício, tanto melhor a decisão ou ação.





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