quarta-feira, 9 de abril de 2008

REALISMO

REALISMO

Tomei a liberdade de traçar um "guia" para aqueles que pretendem estudar Filosofia,

dividindo nosso estudo da Evolução do Pensamento Filosófico, nas duas correntes do

pensamento, que são, segundo a Teoria do Conhecimento: REALISMO e IDEALISMO.Estudaremos

primeiro, tudo que diz respeito ao Realismo, só então passando ao Idealismo.( para os que se

interessarem: Bom proveito! Abçs, Ideny.)




A- REALISMO-
Durante a Idade Média, três soluções para o problema dos universais e dos particulares foram

propostas: o realismo, o conceitualismo e o nominalismo.
(O universal é um conceito, idéia ou essência comum a todas as coisas que indicamos pelo

mesmo nome).
Nominalismo
Nos séculos XI e XII, o nominalismo surgiu como uma possível solução à questão: o universal

(conceito, idéia ou essência comum a todas as coisas que indicamos pelo mesmo nome): é algo

de real ou não será antes um ato simples de nossa mente expresso por um nome? Os conceitos

são realidade (res) ou palavras (voces)? ( ou seja, os conceitos correspondem à realidade?

Ou são “produtos” do que “sentimos”?)ideny
Três soluções fundamentais desse problema são: o realismo, o conceitualismo e o nominalismo.
• Para o nominalismo o universal é um puro nome, um flatus vocis (pura emissão fonética).
• Para o realismo os universais existem objetivamente, seja na forma realidades em si,

transcendentes em relação aos particulares (como em Platão, universais ante rem), ou como

imanentes encontrados nas coisas individuais (como para Aristóteles, universidade in re).
• Para o conceitualismo, os universais são apenas conteúdos de nossa mente, inteligíveis ou

conceitos, representações do intelecto que as deriva das coisas (universalia post rem) e

dessas guarda alguma semelhança.
A questão dos universais, inicialmente lógico-gramatical, estendeu-se para os problemas

teológicos e metafísicos, atingindo o conjunto de dogmas da igreja cristã. Por exemplo, João

Roscelino (falecido em 1120), mestre de Abelardo, com seu nominalismo coloca em dúvida o

dogma trinitário de deus: a única substância divina não passa de um nome, as três pessoas

(Pai, Filho e Espírito Santo) são três substâncias diversas, indicadas por um nome comum.

Assim surgiu a heresia do triteísmo, condenada em 1092 pelo Concílio de Reims, no qual

muitos temiam pelas verdades da fé.
Abelardo foi um dos principais promotores da lógica até o século XIII. Sua obra "Dialética"

libertava a lógica da metafísica dando-lhe autonomia.
O ambiente das discussões lógicas e gramaticais ao final da Idade Média foi reconstruído por

Umberto Eco em seu romance intitulado O Nome da Rosa.
Realismo na literatura
Motivados pelas teorias científicas e filosóficas da época, os escritores realistas

desejavam retratar o homem e a sociedade em sua totalidade. Não bastava mostrar a face

sonhadora e idealizada da vida como fizeram os românticos; era preciso mostrar a face nunca

antes revelada: a do cotidiano massacrante, do amor adúltero, da falsidade e do egoísmo

humano, da impotência do homem comum diante dos poderosos.
Uma característica comum ao Realismo é o seu forte poder de crítica, porém sem

subjetividade. Grandes escritores realistas descrevem o que está errado de forma natural.

Por exemplo, se um autor deseja criticar a postura da Igreja católica, não escreverá um

soneto anti-cristão como no Romantismo, porém escreverá histórias que envolvam a Igreja

Católica de forma a inserir nessas histórias o que eles julgam ser a Igreja Católica e como

as pessoas reagem a ela. Em lugar do egocentrismo romântico, verifica-se um enorme interesse

de descrever, analisar e até em criticar a realidade. A visão subjetiva e parcial da

realidade é substituida pela visão que procura ser objetiva, fiel, sem distorções. Em lugar

de fugir à realidade, os realistas procuram apontar falhas como forma de estimular a mudança

das instituições e dos comportamentos humanos. Em lugar de heróis, surgem pessoas comuns,

cheias de problemas e limitações. Na Europa, o realismo teve início com a publicação do

romance realista Madame Bovary(1857) de Gustav Flauber.

Principais correntes da época
I• POSITIVISMO
II• DETERMINISMO
II• DARWINISMO


O Positivismo é uma corrente sociológica cujo precursor foi o francês Auguste Comte

(1789-1857). Surgiu como desenvolvimento sociológico do Iluminismo e das crises social e

moral do fim da Idade Média e do nascimento da socidade industrial. Propõe à existência

humana valores completamente humanos, afastando radicalmente teologia ou metafísica. Assim,

o Positivismo - na versão comteana, pelo menos - associa uma interpretação das ciências e

uma classificação do conhecimento a uma ética humana, desenvolvida na segunda fase da

carreira de Comte.

Todavia, é importante enfatizar que a palavra "Positivismo" não é unívoca, pois há correntes

de outras disciplinas que se consideram "positivistas" sem guardar nenhuma relação com a

obra de Comte. Exemplo paradigmático disso é o Positivismo Jurídico, com o austríaco Hans

Kelsen, e o Positivismo Lógico (ou Círculo de Viena), de Rudolph Carnap e seus associados.

O Positivismo teve grande repercussão na segunda metade do século XIX, mas perdeu influência

no século XX para outras correntes de pensamento.
História do realismo na arte
O Realismo fundou uma Escola artística que surge no séc. XIX em reação ao ROMANTISMOe se

desenvolve baseada na observação da realidade , na razão, e na ciência. Além de uma oposição

a um realismo fotográfico.
O Realismo é um movimento artístico surgido na França, e cuja influência se estendeu a

numerosos países europeus. Esta corrente aparece no momento em que ocorrem as primeiras

lutas sociais, sendo também objecto de acção contra o capitalismo progressivamente mais

dominador. Das influências intelectuais que mais ajudaram no sucesso do Realismo denota-se a

reacção contra as excentricidades românticas e contra as suas falsas idealizações da paixão

amorosa, bem como um crescente respeito pelo facto empiricamente averiguado, pelas ciências

exactas e experimentais e pelo progresso técnico. A passagem do Romantismo para o Realismo,

corresponde uma mudança do belo e ideal para o real e objectivo.

Realismo nas artes plásticas
Artistas do realismo
• Édouard Manet
• Gustave Courbet
• Honoré Daumier
• Jean-Baptiste Camille Corot
• Jean-François Millet
• Théodore Rousseau

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COMPARAÇÃO COM O ROMANTISMO

REALISMO
Distanciamento do narrador
Valoriza o que se é
Crítica direta
Objetividade
Textos, às vezes, sem censura
Imagens sem fantasias, reais
Aversão ao Amor platônico
Mistura de épico e lírico nos textos
Cosmopolita

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ROMANTISMO
Narrador em primeira pessoa
Valoriza o que se idealiza e sente
Crítica indireta
Sentimentos à flor da pele
Textos geralmente respeitosos
Imagens fantasiadas, perfeitas
Amores platônicos
Separação de épico e lírico nos textos
Ufanista/Nacionalista

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FALANDO UM POUCO SOBRE O ROMANTISMO-
Romantismo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O Romantismo foi um movimento artístico e filosófico surgido nas últimas décadas do sec.

XVIII na Europa que perdurou por grande parte do sec. XIX. Caracterizou-se como uma visão de

mundo conntrária ao RACIONALISMO que marcou o período NEOCLÁSSICO e buscou um NACIONALISMO

que viria a consolidar os estados nacionais na Europa. Inicialmente apenas uma atitude, um

estado de espírito, o Romantismo toma mais tarde a forma de um movimento e o espírito

romântico passa a designar toda uma visão de mundo centrada no indivíduo.. Os autores

românticos voltaram-se cada vez mais para si mesmos, retratando o drama humano, amores

trágicos, ideais utópicos e desejos de ESCAPISMO. Se o século XVIII foi marcado pela

objetividade, pelo ILUMINISMO e pela razão, o início do século XIX seria marcado pelo

lirismo, pela subjetividade, pela emoção e pelo eu.
O termo romântico refere-se, assim, ao movimento estético ou, num sentido mais lato, à

tendência idealista ou poética de alguém que carece de sentido objetivo.
À medida que a escola foi sendo explorada foram surgindo críticos à sua demasiada

idealização da realidade. Destes críticos surgiu o movimento que daria forma ao REALISMO .
VOLTANDO A FALAR UM POUCO MAIS SOBRE O REALISMO
O Realismo e o Idealismo foram fundamentais para a tradição filosófica justamente por serem

as principais correntes de pensamento relativos à Teoria do conhecimento – que investiga o

estudo sobre o conhecimento que o homem tem sobre o mundo. E foram essas duas concepções que

embasaram as obras de grandes autores da Filosofia.
O Realismo é uma posição filosófica que afirma o real; ou seja, ele enxerga no mundo, na

realidade, um complexo emaranhado de causa e efeito pontuado por racionalidade. Sendo assim,

o mundo externo ao sujeito (ao homem) existe em si mesmo e funciona, em todas as suas

potencialidades, independente da vontade ou da consciência humana.
Dessa forma, o Realismo defende uma existência objetiva de todo o real. E vai além disso,

dizendo que mesmo se eliminarmos o sujeito da consciência, ainda assim existiria o mundo em

si exterior a nós, pois este possui uma realidade verdadeira e independente.
Tomando uma posição completamente oposta ao Realismo, temos, então, o Idealismo. Esta

posição filosófica possui seu grande defensor na modernidade, com o filósofo francês Renè

Descartes, que, através da sua dúvida levada ao extremo chegou até sua idéia mais

fundamental, que é justamente a certeza de que existe o pensamento, a razão, a consciência.
Explicando melhor, Descartes partiu de sua incerteza sobre o mundo exterior para atingir uma

certeza máxima e inegável. Ele percebeu, por exemplo, que nossos órgãos sensoriais que

recebem os estímulos externos podem nos enganar em muitos momentos (como quando vemos um

canudo torto dentro de um copo d’água, por exemplo) e que não podíamos confiar nos dados da

realidade que chegavam à nossa mente, pois eles podiam estar absolutamente equivocados.

Sendo deste modo, ele começou a também duvidar não só de nossa percepção do mundo, mas

também da própria existência do mundo exterior à nós. E essa dúvida incessante sobre o real

o levou à máxima de sua filosofia: Cogito ergo sum. Ou seja, “Penso logo existo”, o que

significa que a única certeza absoluta que posso ter do real é que eu existo; existo como

sujeito de pensamento e de razão, e o mundo exterior é improvável – não tenho como comprovar

sua existência em si –. Desse jeito, o mundo real que me chega pode não passar de uma ilusão

projetada por mim mesmo (como em um sonho).
A realidade passa então a não ser mais real em si mesma (como se acreditava no Realismo) e

sim real e lógica dentro da consciência humana. E o que nomeamos de realidade é, tão

somente, o que podemos conhecer por meio das idéias de nossa razão.
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VAMOS COMEÇAR NOSSO ESTUDO A PARTIR DOS PÓS-SOCRÁTICOS( Sócrates= 469-399 a.C)
Na História do REALISMO, temos:
- Aristóteles( 384-322 a.C)
- TOMISMO – Tomás de Aquino( 1224- 1274) – e Michel de Montaigne (1533-1592)-
-HUMANISMO – Com Erasmo de Roterdã(1469-1536), e François Rebelais(1495-1553) – (
- EMPIRISMO – Francis Bacon(1561-1626) –
- Como ramificações do Empirismo, SURGIU :
1- LIBERALISMO(Condorcet 1743-1794) e Hannah Arendt(1906-1975),
2- O POSITIVISMO(Auguste Conte- 1798-1857), Émile Durkheim(18581917), e do positivismo

surgiu o BEHAVIORISMO( B.F.Skinner-1904-1990), e Laurence Stenhouse(1926-1982) – o

behaviorismo é uma ramificação do positivismo.
3- O EVOLUCIONISMO ( Charles Darwin(1809-1882), Herbert Spencer(1820-1903), sendo

ramificação deste, a PSICOLOGIA DESENVOLVIMENTISTA, cujos representantes, são: Édouard

Claparède(1873-1940), Henri Wallon(1879-1962), e Adolphe Ferrière(1879-1960), daí surgindo O

CONSTRUTIVISMO – com: Jean Piaget(1896-1980) e Emilia Ferreiro, em 1936- e o COGNITIVISMO,

(Howard Gardner-1943)
4– O MATERIALISMO, (Karl Marx-1818-1883), que deu origem ao: a)-MARXISMO- (Antonio Gramsci-

1891-1937), Anton Makarenko( 1888-1939), Paulo Freire(1921-1997), e Florestar Fernandes(

1920-1995)e: b) PÓS MARXISMO ( Edgar Morin-1921- ), Michel Focault(1926-1984), e Pierre

Bourdieu( 1930-2002)
VAMOS PASSAR EM SEGUIDA A ESTUDAR SOBRE A OUTRA LINHA DE PENSAMENTO, O IDEALISMO



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